Um novo estudo levado a cabo por especialistas canadianos conclui que o uso de cetamina e escetamina, dois conhecidos psicadélicos, no tratamento da depressão grave (transtorno depressivo maior) e da depressão resistente ao tratamento pode conduzir a uma melhoria substancial da qualidade de vida dos respetivos doentes.
The Effects of Ketamine and Esketamine on Measures of Quality of Life in Major Depressive Disorder and Treatment-Resistant Depression: A Systematic Review (2025). Available availablehere.
Para as conclusões, publicadas no Journal of Affective Disorders, os investigadores basearam-se em cinco estudos, que se debruçaram sobre a relação entre as duas substâncias psicadélicas e indicadores de qualidade de vida, a partir da observação de um total de 1688 pacientes, com idades iguais ou superiores a 18 anos e diagnosticados com transtorno depressivo maior ou depressão resistente ao tratamento.
“Tanto quanto sabemos, esta é uma das primeiras revisões sistemáticas a avaliar a ligação entre a qualidade de vida e o tratamento com cetamina ou escetamina em doentes com transtorno depressivo maior (MDD) ou depressão resistente ao tratamento (TRD)”, escreveram os coautores do estudo.
The study is signed by six researchers, members of the Brain and Cognition Discovery Foundation, the Department of Pharmacology and Toxicology and the Department of Psychiatry at the University of Toronto and the Mood Disorders and Psychopharmacology Unit at University Health Network.
Quais os efeitos da cetamina e da escetamina no tratamento da depressão resistente?
Os coautores assinalam que todos os estudos em análise apresentaram resultados estatísticos significativos, que demonstram uma melhoria da qualidade de vida dos doentes, após o tratamento com psicadélicos, nomeadamente com cetamina ou escetamina. No final, alertam para a importância de progredir nesta investigação.
“Embora as observações acima referidas possam demonstrar que a cetamina e a escetamina podem aliviar rapidamente os sintomas depressivos e melhorar os indicadores de qualidade de vida em adultos com transtorno depressivo maior ou depressão resistente ao tratamento, são necessários estudos adicionais para investigar os efeitos a longo prazo destes fármacos”, assinalam.
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