Blumberger DM, Vila-Rodriguez F, Thorpe KE, et al. Effectiveness of Theta Burst Versus High-Frequency Repetitive Transcranial Magnetic Stimulation in Patients with Depression (THREE-D): A Randomised Non-Inferiority Trial. The Lancet. 2018;391(10131):1683-1692. DOI: 10.1016/S0140-6736(18)30295-2

O ensaio THREE-D, publicado em 2018 na The Lancet, foi o maior e mais rigoroso estudo de não-inferioridade realizado até à data a comparar dois protocolos de TMS: a estimulação theta-burst intermitente (iTBS) e a TMS repetitiva de alta frequência convencional (10 Hz). O estudo, conduzido em três centros canadianos, incluiu doentes com depressão resistente ao tratamento.

A principal conclusão foi que a iTBS é não-inferior à TMS convencional de 10 Hz no tratamento da depressão resistente, com perfis de segurança, tolerabilidade e taxas de abandono semelhantes entre os dois grupos. As taxas de resposta situaram-se entre 40% e 50%, e as de remissão entre 20% e 30%. A diferença clinicamente relevante entre os dois protocolos reside sobretudo na duração das sessões: enquanto a TMS convencional requer sessões de cerca de 37 minutos, a iTBS permite obter resultados equivalentes em apenas três minutos.

Esta descoberta teve impacto direto na prática clínica, ao tornar os tratamentos mais acessíveis e menos exigentes em termos de tempo – tanto para os doentes como para as unidades de saúde. O estudo contribuiu para a aprovação da iTBS pela FDA para o tratamento da depressão resistente.

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