“Foi a minha salvação”. O álcool levou Luísa a bater no fundo. Com a terapia assistida, encontrou uma nova vida
Foram dois os tratamentos frustrados até chegar à The Clinic of Change. A dependência do álcool acompanhava Luísa desde os tempos de juventude. Hoje, não hesita em dizer: “foi a melhor coisa que me aconteceu”.
A vida de Luísa está profundamente marcada pela dependência do álcool. Foram décadas de adicção, mas também de tentativas frustradas de vencê-la e de recuperar o sentimento de sobriedade e, consequentemente, de uma vida plena. Quando questionada sobre como e quando começou a sua relação com a bebida, recua até à infância e ao desejo de provar certos destilados consumidos na família.
“Era mesmo pequenina. Enquanto não provei um calicezinho de aguardente de medronho, não descansei. Depois, aos 14 ou 15 anos, comecei a beber um copo de vinho ao jantar… e às vezes mais um copinho, gostava de ficar alegre. O problema é esse: eu sempre quis ficar alegre”, recorda.
E levou o vício para a idade adulta. Depois do trabalho, os bares de Ponta Delgada eram paragem obrigatória. Ao final da noite, o estado era quase sempre o mesmo: Luísa regressava a casa ébria. Outras vezes, o estado de embriaguez chegava ainda durante o horário de trabalho.
“Fui a um psiquiatra que me receitou todos aqueles medicamentos para deixar de beber, mas não conseguia. Estava sozinha e levava a maior parte do tempo a dormir. Acabei por largar o tratamento. Aguentei algum tempo sem beber, mas não muito. Foi a partir dos meus 50 que decidi cortar mesmo com a bebida. Infelizmente, só aos 63 é que consegui largar completamente.”
O pior ainda estava por vir. A morte da mãe e o consequente processo de luto só agravaram o consumo de Luísa. “Era até cair, literalmente. Eu só parava quando caía no meio do chão.” Nessa altura, iniciou um novo tratamento. Este durou quatro meses, ao fim dos quais recaiu. Tentou voltar a ingressar, mas a espera para poder iniciar um novo tratamento fê-la desistir.
No intervalo de um filme, através de um anúncio, ouviu falar pela primeira vez da The Clinic of Change. “Foi a minha salvação”. O tratamento inovador, do qual nunca tinha ouvido falar, deu-lhe determinação. “Fui a acreditar que ia ser desta. E encontrei gente impecável, pessoas meigas, que me deram todo o apoio. E a Dra. Carla Mariz, meu Deus do céu. Impecável. À segunda sessão, sentei-me no sofá e levantei os braços: vou deixar de beber, vou deixar de beber, vou deixar de beber e deixei de beber”.
A segunda de três sessões de psicoterapia assistida por cetamina foi um ponto de viragem na relação com o álcool. Concluído o tratamento, era outra pessoa, com uma inabalável resistência a esta adicção. “Eu via as outras pessoas beberem. Pegava no copo, cheirava, gostava, mas sem vontade nenhuma de beber, porque agora já sei e não quero recair. Foi a melhor coisa que me aconteceu e tenho a certeza de que nunca mais vou pegar nisso”, desabafa.
Luísa não bebe há mais de dois anos. Fala de como o vício deu lugar a uma “paz enorme”. “Andava sempre com o coração nas mãos. Quando estava consciente, tinha receio do que podia acontecer. Podia ter o azar de matar alguém, de atropelar alguém. Mas depois, foi uma paz, uma liberdade interior, o não sentir aquela sensação de ter de ficar na cama no dia a seguir porque não aguentava. Transformei-me numa mulher melhor, em todos os aspectos.”
Para quem se depara com o mesmo problema, o conselho é só um – o tratamento de psicoterapia assistida por cetamina na The Clinic of Change. “Até hoje, foi o dinheiro mais bem gasto. Como em todos os tratamentos, as pessoas têm de querer, têm de fazer por elas.” Ao mesmo tempo que venceu a dependência do álcool, Luísa ganhou competências emocionais. Sente-se mais leve, e com mais facilidade em “manejar as emoções e os sentimentos”. “Acho que me tornei mais humana. Parece um milagre e para mim foi mesmo isso, um milagre.”
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