O episódio do programa Sociedade Civil, do passado dia 13 de abril, na RTP2 decorreu em torno do tema “Tendência para Matar”. “Será que todos temos ou será que existe um perfil” – a questão foi lançada pelo anfitrião, Luís Castro, logo no arranque da emissão. Para abordar a relação entre saúde mental e homicídio, o programa reuniu um painel de especialistas, entre eles o Prof. Doutor Victor Amorim Rodrigues, Diretor Clínico da The Clinic of Change, na qualidade de Médico Psiquiatra e Psicoterapeuta.
“Não existe essa pulsão. O que existe são circunstâncias extremas variadas, até porque a maior parte dos homicídios não são predatórios, essa é uma minoria. A maior parte são situações instrumentais, ligadas ao crime organizado, por exemplo. Existem alguns ligados também às psicopatias, mas não são a maioria”, começa por esclarecer Victor Amorim Rodrigues.
“O que eu entendo por psicopatia é um estilo relacional que é sempre baseado na exploração, na manipulação e no abuso do outro. E com ausência de culpabilidade. Os psicopatas não são capazes de experienciar culpa e isso faz com que não haja limites internos”, completa o especialista, que teve como colegas de painel a neurocientista e investigadora Diana Prata e psicóloga forense Cristina Soeiro.
“Há muitos mitos sobre a psicopatia. É um conceito que caiu na opinião pública e que é usado por tudo e por nada. Quando é um conceito que não existe sequer nas classificações mentais internacionais. Ele vem fundamentalmente da área da psiquiatria e da psicologia forenses, desde os anos 50. Portanto, é um conceito que tem de ser utilizado com muito rigor”, defende Amorim Rodrigues no decorrer da conversa.
Pode ver ou ver a conversa transmitida na RTP2 AQUI.


