O Hospital de Dia de Psiquiatria da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, instalado no Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, realizou no passado dia 28 de agosto a primeira administração intranasal de Spravato (escetamina), no contexto de tratamento da depressão resistente.
Um marco assinalável, uma vez que se trata da primeira utilização desta terapêutica, com recurso a um psicadélico por via intranasal, no Serviço Nacional de Saúde, desde que o Infarmed aprovou o seu financiamento, a 7 de maio deste ano.
Quais os efeitos da escetamina no tratamento da depressão resistente?
"Spravato, en combinación con un ISRS [Inhibidor Selectivo de la Recaptación de Serotonina] o IRSN [Inhibidor Selectivo de la Recaptación de Serotonina y Noradrenalina], está indicado para adultos con Trastorno Depresivo Mayor resistente al tratamiento que no han respondido al menos a tres tratamientos antidepresivos diferentes, con estrategias de combinación o potenciación oral, en el episodio depresivo actual de moderado a grave, que se hayan sometido previamente a psicoterapia y presenten resistencia a la terapia electroconvulsiva, contraindicación, no tengan acceso a esta terapia o la hayan rechazado", reza la decisión de Infarmed.
Já o Serviço Nacional de Saúde refere que a “escetamina, aplicada em contexto hospitalar e sob rigorosa supervisão clínica, tem demonstrado eficácia em doentes que não respondem a outros tratamentos, constituindo uma nova esperança para pessoas com quadros de depressão grave e resistente.”
Actualmente, o Spravato é a forma menos invasiva de utilizar a Escetamina, uma substância psicadélica, no tratamento da depressão grave ou resistente, por se tratar de um medicamento administrado por via intranasal.
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