O que está por detrás da depressão que não cede à medicação — e o que toda a gente deve saber sobre a TMS para depressão disponível em Portugal?

Tomar antidepressivos durante meses e não sentir diferença. Mudar de medicação, ajustar doses, esperar. Voltar a não sentir diferença. Esta é a realidade de uma em cada três pessoas diagnosticadas com depressão major em Portugal. Não é falta de esforço. Não é falta de vontade. É biologia. E tem um nome clínico: depressão resistente ao tratamento (DRT). Para este grupo, a TMS para depressão tornou-se uma das respostas mais sólidas que a psiquiatria contemporânea tem para oferecer.

Uma meta-análise publicada em 2026 na Clinical Medicine & Research (Huang et al.), que analisou mais de 1 300 doentes em 12 estudos controlados, confirmou que a TMS para depressão produz melhorias estatisticamente significativas nos principais índices clínicos. Na The Clinic of Change, em Lisboa, trabalhamos todos os dias com pessoas que chegam depois de terem percorrido esse caminho — e que encontraram no tratamento de TMS para depressão uma resposta que a medicação não conseguiu dar.

O que é, afinal, a depressão resistente ao tratamento?

Do ponto de vista clínico, considera-se depressão resistente quando uma pessoa não obtém resposta adequada após dois ou mais antidepressivos diferentes, utilizados na dose correta e durante o tempo adequado. Estima-se que entre 30 a 40% das pessoas com depressão major se enquadrem nesta categoria. As consequências vão muito além da persistência dos sintomas: maior risco de isolamento social, incapacidade laboral e, nos casos mais graves, ideação suicida.

Depressão ou burnout: como distinguir?

É uma das dúvidas mais frequentes — e mais pesquisadas em Portugal. O burnout e a depressão partilham sintomas como fadiga, desmotivação e dificuldade de concentração, mas têm origens e tratamentos diferentes. O burnout está tipicamente associado a sobrecarga de trabalho e melhora com descanso e mudança de contexto. A depressão major é uma perturbação do humor com base neurobiológica: persiste independentemente do contexto, afeta o sono, o apetite, a capacidade de sentir prazer, e não cede ao repouso.

Esta distinção importa clinicamente porque o tratamento é diferente. A TMS para depressão atua sobre circuitos neuronais específicos que estão comprometidos na depressão major — e que no burnout podem estar intactos. Uma consulta de avaliação psiquiátrica é o único caminho seguro para distinguir as duas condições e definir o tratamento adequado.

Porque é que a medicação não funciona em todos os casos?

Os antidepressivos atuam sobre neurotransmissores — serotonina, noradrenalina, dopamina. Para muitas pessoas, esta ação é suficiente. Para outras, o problema está noutro lugar: em circuitos neuronais que não respondem à ação farmacológica, em áreas do córtex cerebral que permanecem subativas mesmo com medicação adequada.

É exatamente aqui que o tratamento TMS para depressão intervém de forma diferente. Em vez de atuar sistemicamente através da corrente sanguínea, dirige-se ao córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo — consistentemente subativo na depressão major — com pulsos magnéticos precisos. Como explicam Garnaat et al. (Brown University, 2019), a TMS induz despolarização neuronal focal e promove neuroplasticidade, modificando circuitos disfuncionais de uma forma que os psicofármacos não conseguem alcançar.

O que diz a investigação sobre a eficácia da TMS para depressão?

Os dados são consistentes há mais de duas décadas. Taxas de resposta entre 50 e 60%, taxas de remissão entre 30 e 40% — em doentes para quem a medicação já tinha falhado. O estudo determinante de O’Reardon et al. (Biological Psychiatry, 2007), o primeiro ensaio controlado de grande dimensão sobre TMS para depressão, envolveu 301 doentes randomizados para TMS ativa ou estimulação simulada, em sessões diárias ao longo de quatro a seis semanas. A TMS activa foi superior ao sham nas escalas MADRS, HAMD17 e HAMD24, com taxas de remissão de aproximadamente o dobro e uma taxa de abandono de apenas 4,5%. Este estudo fundamentou a aprovação da FDA em 2008.

Em 2018, o estudo THREE-D (Blumberger et al., The Lancet) demonstrou que o protocolo iTBS — com sessões de apenas 3 minutos — é clinicamente equivalente ao protocolo convencional de 37 minutos. Em 2025, Croarkin et al. publicaram os resultados mais abrangentes com adolescentes e jovens adultos: cerca de 70% reportaram melhoria clinicamente significativa, com menos de 1% a reportar agravamento.

Qual o custo do tratamento TMS para depressão em Portugal?

É uma das perguntas mais pesquisadas — e merece resposta direta. Na The Clinic of Change, em Lisboa, cada sessão de TMS tem um custo de 180€. Um ciclo completo de tratamento para depressão contempla cerca de 30 sessões ao longo de seis semanas. Os programas completos estão disponíveis com condições específicas.

Quanto aos seguros de saúde: alguns planos já cobrem a TMS para depressão resistente ao tratamento. A cobertura varia entre seguradoras, pelo que a equipa pode ajudar a clarificar antes de iniciar. Comparando com anos de consultas, internamentos e medicações sem resultado, o tratamento TMS para depressão em Lisboa representa frequentemente uma opção mais eficiente — financeira e humanamente falando.

TMS em combinação com medicação: antagonismo ou sinergia?

Tenho de parar os antidepressivos para fazer TMS para depressão? A resposta, na maioria dos casos, é não. A revisão de Garnaat et al. indica que a TMS pode ser adicionada a um esquema farmacológico estável com resultados superiores — excepto em casos em que determinados fármacos (como benzodiazepinas em doses elevadas) possam interferir com a resposta. A decisão cabe sempre ao psiquiatra, após avaliação individual.

Quando procurar ajuda especializada

Procure acompanhamento especializado se:

  • Tem diagnóstico de depressão major e não obteve resposta adequada com dois ou mais antidepressivos;
  • Suspeita que pode ter depressão resistente e quer perceber se a TMS para depressão é indicada para si;
  • Está a confundir depressão com burnout e quer uma avaliação clínica diferenciada;
  • Quer saber quais as clínicas em Portugal que oferecem TMS para depressão com supervisão psiquiátrica;
  • Tem dúvidas sobre o preço da TMS para depressão em Lisboa e cobertura do seu seguro.

A depressão resistente tem tratamento. O primeiro passo é uma avaliação com um psiquiatra especializado.

Como é que a The Clinic of Change pode ajudar

Na The Clinic of Change, em Lisboa, oferecemos tratamento TMS para depressão em regime ambulatório, com supervisão contínua de um médico psiquiatra e de uma equipa multidisciplinar. A consulta de avaliação é o ponto de entrada obrigatório: analisa o historial clínico, tratamentos anteriores e elegibilidade. Só depois se inicia o protocolo — 30 sessões ao longo de seis semanas, com acompanhamento psicológico integrado sempre que indicado. Sem lista de espera.

Marque a sua consulta.

Porque a depressão resistente não é o fim do caminho — é o início de um caminho diferente.

Fontes:

Huang, M. et al. (2026). Effects of TMS on Patients with MDD. Clinical Medicine & Research, 24(1), 35–41.

Garnaat, S. L. et al. (2019). Updates on TMS Therapy for MDD. Psychiatric Clinics of North America, 41(3), 419–431.

O’Reardon, J. P. et al. (2007). Efficacy and Safety of TMS in the Acute Treatment of MDD. Biological Psychiatry, 62(11), 1208–1216.

Blumberger, D. M. et al. (2018). Effectiveness of theta burst versus high-frequency rTMS (THREE-D). The Lancet, 391(10131), 1683–1692.

Croarkin, P. E. et al. (2025). The Effectiveness of TMS in Adolescents and Young Adults With MDD. Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry.

NICE IPG542 (2015). Repetitive TMS for depression. nice.org.uk

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica individualizada. Fale connosco.